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Segurança

Assédio não deve ser silenciado

Palestra realizada para servidores terceirizados da UFG destacou a importância da Ouvidoria em casos de assédio no ambiente acadêmico

Texto: Ana Luiza Tanno e Letícia Santos

Fotos: Sabrinna Coutinho

Em meio a campanhas contra assédio moral e sexual no ambiente acadêmico, e da necessidade cada vez maior de discutir essa situação, a Universidade Federal de Goiás realizou na última sexta-feira (03/05), reunião com servidores terceirizados responsáveis pela segurança da UFG. O evento contou com a participação da coordenadora da Ouvidoria da UFG, Denise Ribeiro, e buscou alertar sobre o assunto.

“A Ouvidoria existe com o intuito de ser um canal para ouvir toda a comunidade acadêmica”. Com essa fala, Denise iniciou a discussão esclarecendo como funciona a Ouvidoria da UFG. Segundo ela, a Ouvidoria tem a importância de receber e responder elogios, solicitações de providências, reclamações e sugestões, mas além disso, é o órgão responsável pela análise de denúncias referentes a assédio no âmbito da Universidade.

Segundo a Resolução que criou a comissão permanente para acompanhamento de denúncias e processos administrativos relacionados a questões de assédio moral, sexual e preconceitos, aprovada pelo Conselho Universitário (Consuni) da UFG em 2017, o assédio moral se caracteriza pela prática abusiva e que desrespeita a integridade física ou psicológica de uma pessoa ou um grupo na relação entre membros da comunidade acadêmica. “O Bullying é uma das manifestações de assédio moral”, informou a coordenadora. Já o assédio com conotação sexual é toda conduta com implicação sexual e que não seja desejável pela vítima. “Piadas e frases de duplo sentido que possam constranger a vítima não podem ser consideradas simples brincadeiras”.

Ela citou também outras formas de assédio como o preconceito e a gordofobia. “Recebemos pela primeira vez um relato de gordofobia no ambiente acadêmico e isso também é crime.” comentou Denise.

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De acordo com dados da Ouvidoria da UFG, 48 denúncias referentes a assédio e preconceito foram realizadas no ano de 2018. Apesar de ser um número menor que no ano anterior, 2017, que foram contabilizadas 54 denúncias, a situação desses crimes na comunidade acadêmica ainda é preocupante. Para Denise, o receio é de que existam casos que ainda não são denunciados. “Nós estamos no momento de enfrentar essas situações por meio das denúncias”.

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Na Ouvidoria da UFG, a vítima possui o direito de realizar denúncias de assédio de forma anônima ou não. Também há a possibilidade de pessoas que não estejam envolvidas diretamente na situação de realizar denúncias ao testemunharem um caso de assédio. “Às vezes quem está sofrendo com essa situação tem medo de denunciar. Algumas pessoas ficam doentes por situações vividas na própria universidade”, afirmou a coordenadora.

Os serviços oferecidos pela Ouvidoria abrangem toda a comunidade acadêmica. Apesar das denúncias recebidas envolverem mais discentes, quando um ato de violência é direcionado contra servidores terceirizados da UFG, o procedimento de análise é o mesmo dentro da unidade. “É importante que todos saibam como utilizar as ferramentas presentes na Ouvidoria”, finaliza Denise.

Como denunciar

Em caso de denúncias, as vítimas de assédio ou preconceito podem recorrer à Ouvidoria da UFG. É preciso que a vítima ou a testemunha formalizem, por escrito, a denúncia. Relatos detalhados são fundamentais para que a Ouvidoria possa saber como conduzir cada denúncia.

Site: ouvidoria.ufg.br

e-OUV: sistema.ouvidorias.gov.br

Telefone: (62) 3521-1149/ 3521-2382 / 3521-2383

 

Fonte: Secom UFG

Categorias: Assédio sexual Assédio Moral Resolução n° 12/2017 Resolução contra assédio Discriminação preconceito